sexta-feira, 12 de setembro de 2008


- Do Passado para Presente e Futuro

A partir do século XX, as expressões culturais afro-brasileiras começaram a ser pouco a pouco aceitas, admiradas e celebradas pelas elites brasileiras como expressões artísticas genuinamente nacionais.
Nem todas manifestações culturais foram aceitas ao mesmo tempo. O samba foi uma das primeiras expressões da cultura afro-brasileira a ser admirada quando ocupou posição de destaque na música popular.

Posteriormente, o governo da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas desenvolveu políticas de incentivo do nacionalismo nas quais a cultura afro-brasileira encontrou caminhos de aceitação oficial, por exemplo
*Os desfiles de escolas de samba ganharam nesta época aprovação governamental através da União Geral das Escolas de Samba do Brasil fundada em 1934.
Outras expressões culturais seguiram o mesmo caminho. A capoeira, que era considerada forma de briga de bandidos e marginais, foi apresentada, em 1953, por mestre Bimba ao presidente Getúlio Vargas que então a chamou de "único esporte verdadeiramente nacional". Durante a década de 1950, as perseguições às religiões afro-brasileiras diminuíram e a Umbanda passou a ser seguida pela classe média carioca.
Na década seguinte, as religiões afro-brasileiras passaram a ser celebradas pela elite intelectual branca como o escritor Jorge Amado e os compositores Tom Jobim, Toquinho, Vinícius de Moraes e Geraldo Vandré.

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